E o deserto florescerá!

E o deserto florescerá!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

REJEIÇÃO E ACOLHIMENTO


“Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá”  (Sl 27(26),10).

       A experiência da rejeição, do abandono, é a mais dolorosa para o ser humano. A experiência de ser rejeitado ainda no ventre materno e na primeira infancia marcam a pessoa por toda vida. É comum a quem viveu esta experiência lutar com complexo de inferioridade e baixa auto-estima – não reconhecendo o seu valor. À esta experiência de rejeição durante a gestação e nos primeiros anos de vida vão se somando outras rejeições e abandonos  ao longo da vida, o que pode fazer a pessoa se fixar no desamor (rejeição é desamor). E em todos os seus relacionamentos e empreendimentos a precede o desamor, a expectativa da rejeição.

       São muitas as causas da rejeição e não vou enumerá-las todas aqui. Mas a rejeição mais dolorosa é a tentativa de aborto, quando o feto experimenta que quem devia proteger sua vida, quem ele confia, de quem depende, quer matá-lo. A rejeição acontece também quando os pais biológicos abandonam o filho, o dão para adoção ou quando a criança não é do sexo desejado pelos pais ou ainda quando a criança não é aceita pelo seu jeito diferente de ser e não corresponde às expectativas dos pais. Ou quando é sempre comparada com outro irmão ou amiguinho.

        A cura profunda da rejeição só acontece no amor de Deus. Quando experimentamos que Deus nos ama como somos e como estamos. As vezes as marcas de rejeição são tão profundas que é difícil acreditar no amor de Deus e deixar-se amar por Ele. Mas o que o Senhor nos pede é que nos abandonemos em seu colo amoroso, como uma criança adormecida no colo de seu pai ou mãe. Nosso desafio é permanecer e ouvir a voz de Deus Pai/Mãe e deixar-se amar, pois quando fomos muito feridos pelo desamor ficamos inquietos e dispersivos, queremos sempre fugir. É na experiência do amor de Deus Pai/Mãe que conseguimos nos abrir para o amor humano que nos é oferecido.

“Mas Sião reclama: o Senhor me abandonou, meu Deus me esqueceu! Pode uma mulher esquecer seu bebê, deixar de querer bem ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma esquecesse, eu não te esqueceria!” (Is 49,14-15).

       Senhor, meu Pai, em teu Filho Jesus e pelo Espírito Santo, cura-me no seu amor. Que cada célula do meu corpo seja renovada agora o seu amor. Que os meus ossos sejam fortalecidos no seu amor. Que todas as áreas do meu cerebro sejam banhadas na luz do seu amor. O Senhor me teceu no seio materno, me chamou à vida, me acolheu com amor infinito. Todo amor que existe no mundo esteve e está à minha disposição. Rompa, meu Pai, a barreira do desamor em mim. Cura-me da rejeição, do abandono, medo, mágoa, ressentimento e raiva, que esta experiência me causou. Meu coração se endureceu pelo desamor, amoleça-o no seu amor de Pai. Vá nas profundezas do meu ser, onde eu não posso ir, e regenera a minha vida no seu amor. Amém.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A FONTE DA PALAVRA


“Oh! Vós todos que tendes sede, vinde às águas! Mesmo que não tenhais dinheiro, vinde! Comprai cereais e comei! Mesmo sem dinheiro ou pagamento, vinde beber vinho e leite” (Is 55,1).


     O ser humano é sedento por natureza. Estamos sempre inquietos; esta inquietude nos faz perceber que dentro de nós há uma sede, um desejo de ir além. Mas, apesar dos nosso esforço, percebemos que não podemos saciar esta sede apenas com as nossas forças. Nosso limite é estreito e nossa alma é tão ampla... As vezes nos enganamos e buscamos nos saciar em águas poluídas que não matam nossa sede, e pior, nos fazem adoecer, nos trazem a morte. Buscamos nos saciar no consumismo, no individualismo, na alienação e em todos os vícios. Coisas que muitas vezes adquirem um poder sobre nós e às quais prestamos um culto de idolatria, nos escravizam e nos afastam de Deus.

     Mas a voz do Senhor ecoa sempre, suave, mas profundamente, em nosso espírito. Nos convidando à fonte inesgotável que nos cura, nos perdoa, e nos faz experimentar a verdadeira vida. A fonte das águas é a Palavra de Deus, ela é o alimento gratuito que nos alimenta, conforta e cura. Podemos beber dessa água na leitura orante da Bíblia.

      Como fazer a leitura orante? Primeiramente pedir ao Espírito Santo que fecunde o seu coração para que ele se torne uma terra boa onde a semente da Palavra possa dar frutos “cem por um” (cf.Mt 13,8).

·         Ler     ler um texto escolhido da Bíblia. Reler o texto com atenção parando em uma palavra ou versículo que mais te tocar.

            Meditar o texto e o contexto – em que época e para quem para quem foi escrito. E aplicar na vida: o que diz o texto para você? Como ele se aplica no que você está vivendo hoje?

·         Orar com o texto – pedir, louvar, agradecer a Deus a inspiração, a resposta que Ele te deu. Perceber os movimentos da alma: como estava... como estou...

·         Contemplar: fechar os olhos, silenciar, deixar que o Espírito Santo aja profundamente em sua alma e seu coração, te transforme, te cure, segundo a Palavra orada.

“E a Palavra se fez carne...”   Escolha um versículo para ruminar durante o dia, deixando que a Palavra se faça carne nas suas ações, no seu pensar e sentir. Pouco a pouco sua vida será transformada pela Palavra de Deus.

Oremos juntos:

       Senhor, tenho sede! E se tenho sede é porque o Senhor tem sede de mim. Sacia a minha sede com a água viva da sua Palavra. Vem Espírito Santo, vem amigo, fazer jorrar no solo árido do meu coração uma fonte perene que  me sacia. Senhor, renova a minha vida, purifica o meu coração, santifica-me, dá-me um coração fiel a Jesus, um coração manso e humilde, um coração que ama. Cura-me de toda carência, solidão, angústia e medo. Que a sua luz expulse da minha vida a noite do pecado e as trevas da incredulidade. Assim, meu coração será uma terra bem regada e já não mais terei sede. Vinde, Espírito Santo. Amém.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

VIVER COM SABEDORIA


“Ensina-nos, pois, a contar os nossos dias, para alcançarmos um coração sábio!” (Sl 90(89), 12).  

       A vida é o maior presente que recebemos de Deus e por isto é importante viver bem, e cada pessoa tem uma idéia do que seja viver bem. Mas acima das nossas idéias existe a realidade que nos faz deparar com o fato de que a vida é um mistério que nos ultrapassa. É um mistério porque vem de Deus, seu início e fim estão escondidos em Deus. Então, para viver bem precisamos acolher a vida como presente e pedir ao Senhor da vida que nos ensine a vivê-la com sabedoria. Nossos dias passam ligeiros e as vezes até nos assustamos com a velocidade do tempo. Se deixarmos  que o coração fique preso em alguma coisa, a uma situação, projeto, ou até mesmo a pessoas, não poderemos ter vida em abundância e sofreremos mais que o necessário.

      As vezes olhamos ansiosos para o futuro (por exemplo para o novo ano) na esperança de que ele nos traga uma coisa melhor, algo que nos faça suportar a rotina. E isto muitas vezes rouba as nossas forças para bem viver o presente. Ficamos ansiosos com a pressão do tempo, pensando não conseguir fazer o que precisamos no tempo que temos. Isto dificulta estarmos presentes a nós mesmos e a Deus. Além da real falta de tempo diante das solicitações da vida moderna, podemos exagerar esta pressão por insegurança e medo.

        Quando somos dominados pela insegurança que vem do medo, somos como uma criança que caminha à beira de um precipício, escorrega e vai cair nas pedras embaixo. Mas podemos ter a certeza de que o Senhor, como Pai amoroso, corre e nos apanha em seus braços. Não precisamos mais sentir o susto, medo e desamparo que sentiu aquela criança pois estaremos nos braços de Jesus que nos segura fortemente: “Como um pastor ele apascenta o seu rebanho, com o braço o reúne; carrega ao colo os cordeirinhos e conduz as ovelhas que amamentam” (Is 40,11).

         Senhor, dá-me a graça de viver com sabedoria. Quero por em ordem meu coração e direcionar os meus passos para o Senhor. Jesus, toma-me em teus braços, faze que eu experimente tua segurança, proteção e amparo. Tu és o único que pode me curar e dar-me a sabedoria que eu preciso para bem viver. O Senhor ama seu povo e gosta de cuidar de nós. Vinde Espírito Santo fazer do meu coração um verdadeiro templo de Deus, e assim, onde eu estiver estarei em paz porque o Senhor está comigo. Amém.

domingo, 18 de dezembro de 2011

AGRADAR A DEUS


“Tornou-se agradável a Deus e foi por ele amado” (Sb 4,10).

      Este texto do livro da Sabedoria fala da recompensa do justo. Ele não precisa de uma vida longa pois pode correr sua corrida em pouco tempo. O justo manifesta a presença de Deus neste mundo, e é difícil aceitarmos sua morte. Diz o livro da Sabedoria que a morte prematura do justo o livra de muitos perigos, especialmente o perigo de se afastar de Deus e perder a graça numa vida longa: “Foi arrebatado para que a malícia não lhe pervertesse a consciência nem a perfídia lhe seduzisse a alma” (Sb 4,11). Mas vamos meditar em como podemos nos tornar agradáveis a Deus.

      Deus, o autor da vida, nos criou por amor e para o amor. Ao nos gerar no ventre materno se agradou de nós, nos olhou com amor, e esse olhar de amor foi que nos deu a vida. Podemos ter a certeza que ao nos olhar Ele disse: “Tu és o meu Filho amado, de ti eu me agrado” (Mc 1,11). Cada pessoa quando nasce é agradável a Deus. Desde a pessoa mais amada e esperada da terra até a mais pobre e abandonada deste mundo.

        Mas a triste realidade é que ao longo da vida - uns mais outros menos -  nos afastamos de Deus. E para sermos agradáveis a Ele precisamos retomar o caminho, purificar a mente e o coração e ter ações que agradem a Deus. Então, não apenas saberemos, mas experimentaremos, que somos por Ele amados. Os dois amores se encontrarão: o amor de Deus que incansavelmente me busca e o amor de quem se deixa encontrar.

       Muitas vezes só nos deixamos alcançar pelo seu amor quando reconhecemos o nosso limite. Só quem faz a experiência do limite de sua pequenez pode gritar a Deus por socorro, reconhecendo que só tem Jesus. Não apenas na atual situação da vida, mas se dá conta de que durante toda a sua vida, seu único apoio foi o Senhor. Reconhece que agrada a Deus  quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo. O Senhor certamente ouve o grito de socorro, e agrada a Deus quem assim por Ele clama.

“E os que conhecem teu nome confiam em ti, porque tu, Senhor, não abandonas os que te procuram”  (Sl 9,11).

À sombra de vossas asas eu me refugio, meu Deus, meu Senhor. Vós sois o meu porto seguro, minha alegria, meu eterno amor. Vós sois meu lar, minha casa, meu abrigo, meu amigo. Aumente em mim o amor e a confiança em vós. Dá-me a graça de ser fiel à aliança que o Senhor realizou conosco em Jesus Cristo. Renova em mim, pelo dom do Espírito Santo, as graças do batismo. Amém.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CICLOS DA VIDA


“Ensina-nos, pois, a contar os nossos dias, para alcançarmos um coração sábio!”  (Sl 90(89) 12).     

        As estações do ano nos ajudam a tomar consciência do ritmo da vida. A natureza nos lembra que nossa vida tem ciclos e tempos, e precisamos de sabedoria para contar os nossos dias. Também o ano liturgico em que celebramos a vida de Jesus nos ajuda a unir nossa vida à dele. Assim, os ciclos da vida ganham um novo significado: não apenas contamos nossos dias, mas cada ano é uma volta que damos ao redor do monte da vida. Subimos o monte em vigilância, para que quando o Senhor vier nos encontre no alto do monte esperando por Ele.

      Há dois anos atrás eu fiz a experiência de viver pela primeira vez o fim do ano no inverno, e pela primeira vez ver a neve. Me recordo que no início da noite caiu a neve e foi cobrindo todo o chão seco, e foi bonito ver como tudo o que estava seco, marrom, foi coberto por um manto branco. Eu levantei no meio da noite e fiquei contemplando a paisagem diferente. Um manto branco cobriu a terra e era impressionante como tudo ficou silencioso. Esse manto branco me falou do silêncio na terra, silêncio que penetrou em minha alma, e me fez pedir a Deus a purificação dos enganos e pecados: “Lava-me e ficarei mais branco do que a neve” (Sl 50(51), 9). Percebi que era um tempo de repouso para minha alma, assim como a natureza  repousa para renascer na primavera. Precisamos deste repouso para a cura das feridas da alma e do corpo. 

    A neve que cobriu a terra me trouxe também a mensagem de que chega um tempo em que precisamos permitir que morra tudo o que não é essencial em nossa vida. Mas o que tem raízes profundas como as árvores não morre. E há ainda os pinheiros e azevinhos que mesmo cobertos pela neve permanecem verdes como um sinal de esperança, da vida que sempre se renova.

     Contemplando esta primeira neve que cobre a terra eu  experimentei o amor e bondade de Deus me cobrindo, me levando a deixar tudo o que passou no lugar certo: o passado. A partir daquele dia faço a experiência de, ao olhar para o meu passado vê-lo coberto por um manto de neve que tudo refresca, tudo acalma, tudo cura.

        Senhor, te agradeço pela minha vida, e pela presente fase da vida. As vezes me vejo como uma árvore com folhas secas que o vento vai levando. Ajuda-me, Senhor, a fazer bem a passagem de uma estação para outra em minha vida. Fica comigo no tempo de perder as folhas e concentrar as forças na raiz, de onde vem a seiva para o caule. Dá-me sabedoria para ficar com o essencial e deixar o supérfluo. Senhor, eu me abandono sem medo em tuas mãos amorosas. Tu és meu amparo e proteção. Renova a esperança em mim e em todas as pessoas do mundo. Esperança, porque o Senhor caminha conosco e "certa como a aurora é a sua vinda". Vem Senhor Jesus! 

domingo, 27 de novembro de 2011

VIVER EM CRISTO


       “Vivei sempre alegres. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vontade de Deus para conosco em Cristo Jesus” (1Ts 5,16-18).

        Deus é a fonte da beleza, bondade, alegria, e deseja que nós, seus filhos e filhas, participemos de sua beleza, bondade e alegria. Creia: Deus se alegra com sua vida e te enche de alegria!

       Para recebermos a alegria de Deus é necessário configurar-nos com Cristo, a imagem do Deus invisível (Cl 1,15). Podemos nos configurar com Cristo imitando Jesus em sua vida simples em Nazaré. E para imitar Jesus preciso deixar que as palavras do Evangelho caia  como uma gota d’água repetidamente penetrando e transformando o meu coração de pedra em um coração de carne (Ez 36,26).
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      Configurar-me com Cristo quer dizer ser pobre como ele foi. Mas, podemos nos perguntar: qual a pobreza que o Senhor quer de nós? Penso que primeiramente a pobreza interior que me faz renunciar ao orgulho, a arrogância, a prepotência, a intolerância, e a coisas semelhantes que nos afastam de Deus. Além disso buscar a simplicidade como estilo de vida, viver uma vida simples, fazendo coisas simples. Jesus foi carpinteiro em Nazaré. O trabalho manual me ajuda a educar o meu eu e faz crescer em mim a humildade. Depois, ter um coração mais aberto, mais acolhedor, partilhando o que sou e tenho – meus dons e bens. Procurando ser generosa com quem Deus colocar no meu caminho, o meu próximo (Lc 10,30-37). Na minha experiência vejo que é importante aceitar e me alegrar com a minha realidade, com o modo de vida e situações de vida que o Senhor me permitiu viver. Por fim, precisamos ter claro que nossa configuração com Cristo é obra do Espírito Santo: “Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8,14).

     Jesus, põe meu coração no teu e teu coração no meu. Senhor, tu moras na alma do fiel. Que verdade grandiosa! Não a podemos alcançar inteiramente! Tu te tornas a alma de minha alma; tua graça me sustenta, ilumina minha inteligência, dirige minha vontade. Unja-me, usa-me, para sua glória e o bem das pessoas. És a fonte da vida que jorra em meu ser. O Senhor não me deixa nem por um instante e, se ouço a voz do Espírito, eu também não o deixo pois não posso deixar a mim mesma. Meu ser interior é a “sala mobiliada, no andar de cima” (Lc 22,12), onde o Senhor instituiu a Eucaristia, e onde no dia de Pentecostes veio o Espírito Santo. Espírito Santo e Eucaristia... É a celebração perene em minha vida. Antes de celebrar na comunidade celebro em minha casa interior onde o Senhor mora. Dá-me a graça de preparar bem esta sala, tendo consciência de quem é o Hospede, quem é o Celebrante. Vem Senhor Jesus. Amém.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A FIGUEIRA E A OLIVEIRA

     “Ao voltar à cidade de manhã cedo, sentiu fome. Viu uma figueira perto do caminho, foi até ela, mas não achou nada a não ser folhas. Então lhe disse: ‘Jamais nasça fruto de ti’. E a figueira secou imediatamente” (Mt 21,18-19).

     Triste é a situação da figueira sem frutos. Quem planta uma árvore frutífera espera colher dela muitos e saborosos frutos. Se isso não acontece fica frustrado na sua esperança e pensa logo em arrancá-la.

     Jesus chama a nossa atenção para cuidarmos de não sermos estéreis como essa figueira. E isso pode acontecer conosco se nossa prática religiosa for de muito aparato, até barulhenta e ostensiva, mas não produzir frutos de amor para o Reino de Deus. O que Jesus buscava na figueira era frutos para matar sua fome. Ele tem fome de nós, pois nos ama, e busca em nós os frutos do Espírito Santo: amor,alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, mansidão, autodomínio (Gl 5,22). Se produzimos esses frutos o Reino de Deus cresce, e há alimento espiritual na Igreja e no mundo. Se não os produzimos nossa fé é vã, podemos ser arrancados pelo Senhor.

      “Quanto a mim, qual oliveira verdejante na casa de Deus, confio na bondade divina para todo o sempre” (Sl 52(51),10).

 Ao contrário da figueira sem frutos, como é reconfortante a imagem da oliveira verdejante! Ela é fecunda e sempre produz fruto. Mesmo se tarda a chuva e os ventos a maltratam, produz frutos bons que dão fino azeite. O vigor da oliveira vem de suas raízes e percorre toda a planta.

Pés de oliveira - Fátima - Portugal
Em nós esta seiva é a graça de Deus. Quando estou enraizada nele sua graça vem do mais profundo do meu ser  e fecunda toda minha vida – pensamentos, sentimentos, ações, relacionamentos. Sua graça é a força vital que me cura, dá alegria de viver e servir. Como oliveira verdejante posso dar frutos mesmo em tempo de seca ou tempestade.

Oremos juntos:

Obrigada Senhor, por seu amor e misericórdia que me envolve no abraço do Pai, Abbá.
Obrigada pelo dom do Espírito Santo, seiva fecunda que irriga a minha vida!
Jesus, eu me entrego com confiança em  tuas mãos.
Senhor, que na minha fraqueza brilhe a tua luz e cresça o teu poder.
Vinde Espírito Santo, habitar no meu templo interior e gerar em mim um coração de filha.
Dá-me, Senhor, pureza de coração;
santidade no olhar;
bondade nas ações.
Amém.