E o deserto florescerá!

E o deserto florescerá!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

UM CHAMADO, UMA RESPOSTA

Vem, diz a voz do Amor! 
A grande obra do Espírito Santo é abrir nossos ouvidos para ouvirmos essa voz e nos conduzir ao encontro do Pai. E Ele faz isso formando em nós o rosto do Filho, Jesus.

   Quem deseja ser  conduzidos pelo Espírito Santo precisa aceitar passar por esta transformação. Viver em Cristo é deixar que o Espírito Santo nos conduza pelos caminhos da vida até formar em nós o rosto do Filho. Trocando nosso coração de pedra por um coração de carne, semelhante ao de Jesus. E o Espírito Santo espera de nós uma resposta: sim ou não. Esta é a resposta mais importante da vida, pois envolve a escolha entre a luz e as trevas, entre o Espírito de Deus e o espírito do mundo.

    Mas, qual resposta posso dar se minha vida só tem sentido no encontro com o rosto misericordioso do Pai? Eu existo no Pai. Eu me alegro no Pai. Tudo o que sou é para o Pai. Tudo o que faço desejo que seja para a glória do Pai... No fim de tudo fica esta certeza: desejo agradar a vós, meu Deus.
Senhor nosso Deus! Tu és a luz e a vida!
Nos diversos afazeres que me ocupo, indo e vindo... Até mesmo nos meus sonhos e desejos... Aquilo que me alegra, no qual me comprazo... O encontro com pessoas queridas, o bem que posso fazer, a criatividade, a contemplação da natureza... Vejo afinal que tudo isto é uma pálida figura do que realmente importa.

Tu és meu Pai, meu Deus, rocha de minha salvação (Sl 89,27) .

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SOLIDÃO... SOLITUDE...



 Refletindo em grupo o livro de Thomas Merton, Na Liberdade da Solidão, tenho pensado nessas palavras: “solidão” e “solitude”. Na minha busca por compreender melhor o que Merton fala encontrei esse pensamento:
“A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho.” (Tillich).

     Não terminei a busca por compreensão, mas o que ficou para mim no momento é que: Solitude é a glória de ser só de Deus para melhor estar com as pessoas.

     Vejo que tenho experimentado em muitos momentos a solitude. Momentos em que parece que toda ajuda humana com que contávamos desaparece, e sou “forçada” a confiar somente em Deus e na ajuda que Ele proverá para mim. Às vezes a ajuda vem de onde menos esperamos, mas ela certamente vem. Apesar do medo e ansiedade, nunca fiquei desamparada. Estou aprendendo a viver em solitude...

     O melhor exemplo da vida em solitude é a Virgem Maria. Ela foi obediente em tudo, não se fez maior em nada, a não ser na graça de Deus. Mãe da humildade, sempre disponível para Deus (Lc 1,38). Preciso aprender com a Mãe a graça da humildade, de “fazer sempre o que Jesus disser” (cf.Jo 2,5). O orgulho é a raiz do sofrimento demasiado pelas injustiças sofridas, pelos contratempos que desfaz nossos planos e destrói nossos sonhos, aquilo que tínhamos como certo.

   Senhor, sei que não correspondo inteiramente ao teu plano de amor para mim, mas desejo “fazer com prazer a vossa vontade”. O Senhor me chama à entrega de amor, ao abandono confiante em vossas mãos. Mas vejo como é imperfeito o meu amor e quanto falho na entrega confiante a Vós. Mas apesar de tudo, eu peço, que a minha vida seja cheia dos frutos do Espírito Santo. E que em todas as situações eu possa dizer como Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra! (Lc 1,38). Senhor dá-me a graça da solitude. Que no colo da Virgem Maria eu receba do Espírito Santo a confiança profunda no amor e misericórdia de Deus.

O próprio Senhor dá a felicidade, e nossa terra dá o seu fruto (Sl 85,13).

sábado, 3 de setembro de 2016

UM CORAÇÃO NOVO

      Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Removerei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar os meus preceitos. (Ez 36, 26-27)

      Amados, ao nos criar Deus soprou sobre nós o sopro da vida, o amor, a bondade, a beleza, a misericórdia. Criou-nos para o bem e a felicidade; nos fez semelhantes a Jesus, manso e humilde. Mas o mundo, o pecado, os traumas da vida, o desamor e a indiferença, endureceram nosso coração até ele se tornar de pedra. Um coração de pedra machuca primeiro quem o possui - nos machuca de uma forma dolorosa e profunda. Nos torna arrogantes, egoístas, violentos, grosseiros, corruptos, nos faz querer levar vantagem em tudo, sem amor a Deus e ao próximo. Triste e infeliz é a pessoa que traz no peito um coração de pedra.

    Hoje, o Senhor quer trocar nosso coração de pedra por um coração de carne. A característica do coração de pedra é a indiferença, do coração de carne é o amor. Jesus troca nosso coração para que possamos amar o Pai, no Espírito, como Ele ama. Para que possamos ver as pessoas e o mundo como Ele vê. Para que possamos amar e servir como Ele amou e serviu. Para que possamos amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e cessemos de fazer o mal e passemos a fazer o bem.

    Para facilitar a compreensão da mudança de coração vamos usar a imagem de um coração de pedra já com muitas trincas e rachaduras. Uma rachadura principal e diversas menores. A rachadura principal são os traumas e pecados que mais nos marcaram na vida. As menores, são as coisas pequenas que não foram cuidadas e cresceram dentro de nós. Jesus aproveita essas rachaduras do coração de pedra, e toca com suas mãos chagadas... derramando um óleo finíssimo e perfumado sobre a pedra... com cuidado Ele vai esfregando para que o óleo penetre profundamente na pedra.

    Amados, a pedra sou eu, é você. Pedra partida, machucada. O óleo é o balsamo do amor que cura, o balsamo do perdão e misericórdia de Deus. É também o dom do Espírito Santo, que cura feridas profundas, nos santifica e faz novas todas as coisas. Transforma nosso coração de pedra num coração de carne. Nos leva da indiferença para o amor.
Senhor, troca o meu coração. Cura profundamente a minha vida. Cura aquelas feridas antigas que estão escondidas debaixo de muitas cascas e endureceram o meu coração e desfiguraram em meu ser mais profundo. Me desviaram do amor, minha vocação primeira. Ó Espírito Santo, Espírito de Amor, toca minha mente e meu coração. Dá-me uma vida nova em Cristo Jesus, para a glória de Deus Pai. Amém.

sábado, 13 de agosto de 2016

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

      Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a sós para um monte alto e afastado. E transfigurou-se diante deles. Seu rosto brilhou como o sol e as roupas se tornaram brancas como a luz... (Mt 17,1-8).
   

    A transfiguração de Jesus é um mistério (algo que não compreendemos completamente). Não é algo que Jesus faz, é algo que se realiza nele. É a revelação de quem Ele é: o Filho de Deus. E mostra o que viremos a ser: a esperança da glória futura, que já acontece, está escondida em nós.
Mostra a realização do passado (Lei e profetas). Antecipa o futuro, como fala o profeta Isaias: Eis que faço uma coisa nova! Já está despontando, não o percebeis? (Is 43,19). O que é a coisa nova? O amor do Pai, a salvação em Jesus, o dom do Espírito Santo, a segunda vinda de Jesus, o esplendor dos santos, a glória a que somos predestinados (cf. Ef 1,5-6).

      Jesus Cristo é o centro do tempo e do universo, une o céu e a terra. Na transfiguração vemos a glorificação de Cristo e a nossa: quando contemplamos nos transfiguramos. Mais ainda, o universo é transfigurado. Contemplando Jesus Cristo refletimos a glória divina e somos transformados na imagem que contemplamos (cf. 2Cor 3,18). Quer dizer: ter a mente, os pensamentos, os sentimentos, a visão de Jesus.

    Vamos subir o Monte Santo (2Pd 1,16-18). Entrar na nuvem luminosa: o Espírito Santo. Deixe que o Senhor me tome pela mão, na solidão, no silêncio da noite... Distanciar-me, subir o monte. Jesus não se transfigura em meio a multidão.
Do que você precisa sair, se distanciar?

      Enquanto Jesus rezava a luz provém do seu interior... até suas vestes se tornaram de luz: Deus é luz, nele não há trevas (1Jo 1,5). Jesus brilha com luz própria, mostrou algo de sua divindade. No monte, Jesus revela a Pedro, Tiago e João, um momento íntimo de oração entre Ele e o Pai. A transfiguração é um mistério da felicidade divina. Os discípulos se tornaram participantes; nós somos participantes.

       Deslumbrado Pedro diz: “Senhor, como é bom estarmos aqui!” - retornou a beleza perdida com o pecado, beleza desvirtuada em nossos dias. “Se quiseres, levantarei três tendas: uma para ti, uma para Moisés, uma para Elias”. Pedro não sabia o que dizia. Por que? Porque Jesus não é igual a Moisés ou Elias, outro profeta. Jesus é Deus. Depois ele não precisava fazer tendas. A tenda estava feita! Deus fez uma tenda: a nuvem, o Espírito Santo, sinal visível, os envolve. E do meio da nuvem, da tenda, se ouve uma voz: “Este é o meu Filho amado, escutai-o”. Completou-se a revelação. Deus não precisava falar mais nada (cf.Hb 1,1-2).

E, de repente, tudo voltou ao normal... viram só Jesus com eles. E Jesus lhes disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. Jesus caminha conosco. Não precisamos ter medo. Nele encontramos o Pai e o Espírito Santo.

       Amados irmãos, o reino está dentro de nós! Vamos subir o monte interior...  entrar na tenda armada por Deus – com Jesus, o Pai e o Espírito Santo. Saborear a doçura e beleza de Deus.  Deixe que os projetos, as preocupações, o medo, a ansiedade, a tristeza... voem para longe, e aconteça em nosso coração uma profunda paz. Paz que é dom do Ressuscitado. Contemplar a transfiguração é uma cura para o stress e nos torna portadores da paz no mundo em guerra. Este é o sinal visível da espiritualidade da transfiguração: a paz. A primeira cura é a paz no coração. Deus nos cura pela paz. Ele é a nossa paz.

Senhor, toma-me pela mão e conduze-me ao monte alto e afastado do meu ser profundo. 
Leva-me contigo ao sacrário da minha alma, onde sou eu mesma e onde posso experimentar a beleza, a bondade e o poder de Deus. 
Leva-me ao lugar dentro de mim que é o seu templo. 
Onde sou sã. 
Onde o mar revolto da agitação do mundo não tem poder, porque neste lugar o Senhor reina e dá a sua paz. 

Todos nós, de face descoberta, refletimos a glória do Senhor como um espelho, e somos transformados nesta mesma imagem, sempre mais gloriosa, pela ação do Senhor, que é Espírito (2Cor 3,18).

Inspirado no livro O MISTÉRIO DA TRANSFIGURAÇÃO – Raniero Cantalamessa – Ed. Loyola

domingo, 31 de julho de 2016

SEMEANDO A VIDA

     Os que semeiam com lágrimas colhem com júbilo. Ao sair, ia chorando levando a bolsa de sementes, ao voltar, vem cantando, trazendo seus feixes. Sl 126,5-6.

     Na vida todos nós temos uma missão: semear. Seja qual for sua condição de vida, sua vocação, trabalho, pobre ou rico, se tem uma vida longa ou poucos dias, meses ou anos de vida, não importa.... Todos tem uma missão em comum: semear. Às vezes semeamos com alegria, no tempo da abundancia... outras vezes semeamos entre lágrimas, no tempo da penúria. Talvez você se pergunte como alguém que teve poucas horas ou dias de vida pode semear. A semeadura é a marca, o fruto que deixamos na vida dos outros. E todo ser humano, mesmo com poucas horas de vida, e até mesmo se foi abortado, não chegou a nascer, marca a vida de alguém.

     Se o Senhor nos deu a todos uma missão comum, precisamos refletir: o que estou semeando? Semeio o bem ou semeio o mal? Que marcas deixo nas pessoas a minha volta? Se eu morrer hoje como as pessoas vão se recordar de mim? Sou uma pessoa que leva a paz, o amor, o perdão... ou, pelo contrário, sou alguém que divide e leva a desunião.
    Muitos são os campos de semeadura. Na família, com os amigos e colegas, no trabalho, na escola... Todos somos chamados a participar da semeadura de Deus com a vida, e às vezes com o anúncio explícito do evangelho.

    Muitas vezes semeamos com lágrimas, fizemos coisas que pareciam estar além das nossas forças. Todo evangelizador já experimentou ter que ir além de suas dores para anunciar Jesus. E, por força da graça de Deus, na sua fraqueza, ser forte; na sua doença, no seu sofrimento, saindo de si mesmo para anunciar Jesus Cristo, ser curado (cf.2 Cor 4,7-15).

     Muitas vezes podemos voltar para casa sem ver o fruto do nosso trabalho. Fica a dúvida: será que as sementes plantadas vão germinar? Seja qual for o nosso campo de semeadura muitas vezes não veremos o fruto do nosso trabalho. Aliás, uma coisa é certa: nunca veremos inteiramente o fruto da semeadura. Só no céu veremos as coisas como são na realidade: No presente vemos por um espelho e obscuramente; então veremos face a face (1Cor 13,12). No céu o Senhor nos mostrará o fruto da nossa semeadura.

     Hoje, podemos refletir: Semeamos trigo ou semeamos joio? Fizemos mais o bem ou o mal com os dons e talentos que nos foram dados? Como marcamos a vida das pessoas à nossa volta? Que marcas deixamos no mundo? Ele se tornou um lugar melhor por nossa causa? Nossa família, os vizinhos, os amigos, nossa cidade, o país e o mundo, foram beneficiados com nossa vida? 
    
Hoje, é o dia da graça (2Cor 6,2).Só tenho hoje para fazer o bem, semeando todas as sementes que o Divino semeador me deu.

Senhor, dá-me a graça de viver com alegria, e semear todas as sementes que trago comigo. 
Expulse as sombras do desânimo, da tristeza, do desamor e da indiferença, que não nos deixam fazer o bem. 
Transforme as lágrimas da melancolia e da reclamação em prazer e alegria. 
Mude minha mentalidade egoísta e fechada. 
Que, por sua graça, eu possa viver em plenitude e semear todas as sementes que me foram dadas. 
Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

SER COMO CRIANÇA

Eu vos garanto que se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no reino dos céus. Quem se fizer pequeno como esta criança será o maior no reino dos céus. (Mt 18, 3-4)
    Outro dia fomos rezar por um senhor idoso e gravemente enfermo. Ali estava uma pessoa que viveu a vida intensamente, com erros e acertos, com muitas realizações – sendo a maior delas a família constituída por ele e sua esposa. Podíamos ver, junto com a filha, que foi uma vida bem vivida e que estava agora no limiar do seu fim, podendo dizer “tudo está consumado”.

    E durante a oração não o víamos como um doente, uma pessoa acabada. Nós o víamos como uma criança feliz a quem o Espírito Santo dá a mão e conduz por uma estrada que se perde no horizonte, pois o mistério da vida e da morte nos é oculto, e é preciso ser como criança para entrar no reino dos céus.

    Mas mesmo desconhecendo o mistério da vida e como será a nossa estrada, pela fé, temos uma certeza: O Espírito Santo nos leva para o Pai. O Deus de amor viu a cada um de nós, nos amou e escolheu, chamou pelo nome, e vem fazer morada em nosso coração. E ao longo da vida, entre tantas quedas e enganos, com nossos erros e acertos, na sua misericórdia vai nos conduzindo para o retorno a Ele.

     Podemos ouvir a voz do Amor que nos diz: Não resistas à vida, não resistas à dor.  Se abres o coração, as dores da vida te tornará mais humano e mais divino. Mais humano, porque unido aos sofrimentos dos homens e mulheres deste mundo. Divino, porque mais unido a Cristo, que sofreu por você, para te reconciliar com Deus. Na vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus, você encontrará consolo. Eu te conduzo para o Pai, no Filho. Ele é o caminho. Sejas dócil à minha condução.

    Amados, conduzidos pelo Espírito Santo só temos um destino: Jesus e o Pai. Um dia teremos a plena visão na glória do céu. Para chegarmos lá o Senhor vai colocando ordem em nossa vida como ordenou os astros no universo.

Senhor Jesus Cristo, expulse de mim as trevas do medo. 
Medo que endurece o meu coração, me afasta dos outros e me fecha ao amor. 
Senhor, encha-me com o teu amor. 
Troque o meu coração velho e esclerosado por um coração de criança, livre para amar e perdoar. 
Que o teu amor me sacie, me dê confiança plena na sua misericórdia, e transborde para além de mim, gerando vida por onde eu for. 
E que o Espírito Santo me faça renascer a cada dia até eu me tornar como criança. 
Vinde Espírito de Amor. 
Vinde Espírito Santo!

terça-feira, 5 de julho de 2016

NESTA MANHÃ...

Ó Deus, tu és meu Deus; a ti procuro,
minha alma tem sede de ti;
todo meu ser anseia por ti,
como a terra ressequida, esgotada, sem água. (Sl 63(62),2)


Senhor, verdadeiramente minha vida está em vossas mãos. Em vós encontro a paz, alegria e esperança. Em tua luz vemos a luz. Só o teu imenso amor pode corresponder ao meu desejo; encher os vazios, saciar a sede e a fome do coração humano.
A cada manhã o Senhor desperta o meu ser para o louvor, a vida e o amor. O teu amor é o meu sustento. Como Elias multiplicou a farinha e o azeite da viúva de Sarepta, o teu Espírito multiplica a força vital, os dons e tudo mais que necessito para viver bem. De todas as formas o teu amor me sustenta, e sustenta cada ser humano que peregrina neste mundo buscando, mesmo sem saber, a tua face. Pois o Senhor colocou em nossos corações o desejo por vós. 
E na inconstância do meu coração eu te vislumbro, te encontro... e mesmo se escondes eu vejo os sinais do teu amor, presente na natureza e em cada gesto de amor e compaixão das pessoas, conhecidas ou desconhecidas, pois somos todos filhos do Pai, em Jesus Cristo, pelo dom do Espírito Santo.