E o deserto florescerá!

E o deserto florescerá!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO

Vós sois a luz do mundo. Não é possível esconder uma cidade situada sobre um monte, nem se acende uma lamparina para se  pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro, para que ilumine a todos da casa (Mt 5,14-15).


Tua palavra é uma lampada para meus passos e luz uma para o meu caminho (Sl 119,105). A Palavra de Deus nos forma e transforma. Se orarmos com ela diariamente ela nos alimentará e converterá mudando nossa mentalidade. Mas nossa vida também é marcada pela luz semanal que jorra da Palavra do domingo, do Cristo ressuscitado, se estendendo durante a semana. No domingo passado a palavra nos chamava à conversão pessoal: buscai o Senhor... vivei os mandamentos... alegrai-vos, pois a vida em Cristo é alegria.

Hoje a Palavra de Deus nos chama a uma segunda conversão: a conversão para o outro. Quando cuidamos do outro manifestamos a luz, a glória do Senhor e seremos curados (cf. Is 58,7-10). Esta segunda conversão é necessária, pois o mundo e a criação anseia por ver a bondade dos cristãos.

Jesus é a luz do mundo, e hoje Ele nos chama a participar da sua missão: Vós sois a luz do mundo (Mt 5,14). É fácil para nós acreditar que Jesus é a luz do mundo. Mas não tomamos sobre nós a missão que recebemos no batismo: Vós sois a luz do mundo. Você é a luz do mundo. Por que não assumimos esta missão? Por medo de nos comprometermos com Jesus e o Reino de Deus, por indiferença, por preguiça, por pensar que isto talvez seja vaidade... ou ainda por complexo de inferioridade. Ah, se todos nós cristãos assumíssemos a missão que Jesus nos deu! O mundo seria transformado. 

Nada grandioso nos é pedido, apenas viver conforme a nossa fé. Até mesmo porque não somos cheios de eloquência e sabedoria, somos pequenos e pobres. Na nossa pobreza levamos o Senhor Jesus: Anunciamos a Jesus crucificado (cf. 1Cor 2,1-5). Anunciar Jesus crucificado, como fala S. Paulo, não quer dizer anunciar um Jesus morto, mas anunciar Jesus no mistério integral da sua vida. O Pai não fez um "milagre" grandioso para salvar Jesus do caminho de cruz, pois ele era necessário para nossa salvação. 
Em nossa pobreza nos revestimos de Cristo, e cheios do Espírito Santo podemos dizer e viver: Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. Sem Ele nada podemos fazer.

Ó Espírito Santo, vós que sois a luz, e que um dia nos encheu de luz nas águas purificadoras do batismo. O Senhor que a cada dia nos forma pela Palavra de Deus, vinde gerar Jesus em nós. Dá-nos a graça de tomar sobre nós o suave jugo do senhorio de Jesus. Dá-nos a graça de manifestar a presença do Senhor no mundo por atos de bondade e compaixão. Vinde Espírito Santo, nos converter para o outro. Vinde Espírito Santo. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DESOLAÇÃO E APEGO

Levantai, pois, as mãos fatigadas e os joelhos trêmulos. Dirigi vossos passos pelo caminho reto, a fim de que o membro deficiente seja curado ao invés de deslocar-se (Hb 12,12).

Mãos fatigadas e joelhos trêmulos nos faz pensar no cansaço de lutar em muitas situações dolorosas da vida que podem nos levar à desolação. Gostaríamos que não fosse assim, mas todos nós passamos pela desolação. Como viver a fé no tempo da desolação? Nesse tempo preciso aumentar minha confiança e abandono nas mãos amorosas de Deus. Deixar que Ele me conduza no deserto e me forme segundo o coração de Jesus, para que eu possa ter os pensamentos e sentimentos do Filho.

No tempo da desolação o Espírito Santo quer nos fazer crescer no desapego. O apego nos faz sofrer, nos aprisiona, condiciona nossas ações, nos faz tomar decisões erradas e nos afasta da vontade de Deus. O apego nos enlouquece, nos cega - é uma carência de amor e nos faz querer reter, segurar, nosso objeto de apego. Muitas vezes posso dizer que o Senhor me dá um sofrimento quando na verdade é o apego que me faz sofrer ou aumenta o meu sofrimento. Posso me apegar até mesmo pela desolação. Uma coisa é sofrer sem apego outra coisa é sofrer com apego. 

Amados, se permanecermos em Deus Ele endireitará os nossos passos, transformará os nossos pensamentos e sentimentos, purificará a nossa vontade para que sejamos curados. E os nossos joelhos não se deslocarão - quem pode caminhar com os joelhos deslocados? O Senhor Jesus cura nossas feridas do corpo e da alma para que possamos segui-lo com liberdade. A gratidão abre os nossos olhos e o coração para "ver" o amor e misericórdia de Deus. Todos os dias Ele nos dá o necessário para a vida. 

Oremos com o salmo 103(102)1-5:

Bendize, ó minha alma, o Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, o Senhor,
e não se esqueça nenhum de seus benefícios!
É ele quem perdoa toda tua culpa
e cura todas as tuas enfermidades.
Ele resgata tua vida da cova
e te coroa de amor e misericórdia. 
Ele sacia com tantos bens teu vigor,
que tua juventude se renova como a águia. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

UM ENCONTRO DE AMOR

   Ó Deus, tu és meu Deus; a ti procuro, minha alma tem sede de ti; todo meu ser anseia por ti, como a terra ressequida, esgotada, sem água.
 Sl 63(62)2
        A vida de oração é um desafio. Cada vez mais encontro pessoas que não conseguem ter vida de oração, ou seja, rezar diariamente. Talvez uma das causas dessa dificuldade seja o fato de que não controlamos a oração. Na vida de oração podemos controlar a decisão de nos colocarmos em oração, mas o que acontece durante a oração é uma ação do Espírito Santo – Ele é o mestre da oração.

      Como diz o versículo do salmo 63 que usamos em nossa reflexão, buscamos a oração porque temos sede de Deus, mas dia após dia sentimos que esta sede nunca é inteiramente saciada. Como o maná no deserto só podia ser colhido o suficiente para um dia, assim também precisamos colher na oração o suficiente para um dia. Para ser saciada preciso voltar continuamente à fonte das águas. E sei que esta sede só será saciada inteiramente no céu, mas dia após dia, venho, busco, paro, escuto... Há dias em que escuto claramente, experimento o amor, misericórdia, compaixão. Mas em outros dias não percebo nada. Apenas o silêncio no escuro da fé... Mas volto à oração pois sei que Deus é fiel e mesmo quando não o percebo Ele está presente, vem ao meu encontro porque me ama. É isto que me seduz e faz perseverar: a oração é um encontro de amor.

      Pois tu plasmastes meus rins, tu me tecestes no seio de minha mãe. Meus ossos não te eram encobertos, quando fui formado ocultamente e tecido nas profundezas da terra. Teus olhos viam meu embrião, e em teu livro foram registrados todos os dias prefixados, antes que um só deles existisse. (Sl 139(138),13.15-16).

      Deus é Alguém que me conhece inteiramente, e isto é motivo de repouso e paz. Ele conhece cada uma das minhas células e passeia entre elas como no seu jardim. O Senhor conhece as forças da minha mente, conhece tudo o que se move nos subterrâneos do meu inconsciente. Conhece o que verdadeiramente move as minhas ações. Ele conhece o que é verdadeiro e o que é falso em mim; o que domina a minha vontade, o que limita a minha liberdade, e me conhecendo Ele me ama. Conhece as feridas do meu ser e a todas Ele quer curar, pois sua misericórdia se estende de geração a geração.

      Ele se compadece porque conhece, mais do que eu mesma, as minhas lutas. Conhece o meu desejo de fazer o bem e o mal que se esconde sorrateiro em meu íntimo. Conhece a minha mente endurecida, esclerosada, pelos conceitos e preconceitos que absorvi ao longo da vida. Conhece o orgulho, a arrogância e o desejo de agradar. Enfim, me conhece como sou realmente, como não sou conhecida nem por mim mesma, pois eu conheço apenas uma parte de mim – algumas coisas eu mostro e outras não. As pessoas que convivem comigo conhecem outra parte de mim – a que eu mostro e a que elas veem e eu não vejo. O Senhor é o único que me conhece realmente e, me conhecendo, me ama, perdoa e abençoa.

Senhor, obrigada pelo dom da vida. Tu me criaste de forma maravilhosa. Tudo o que sou e tenho recebi de vossas mãos amorosas. Tua mão me conduz em rodos os meus caminhos – endireitai os meus passos. Ó Deus de bondade, dá-me a graça de corresponder ao seu amor. Dá-me fome e sede da tua Palavra e gosto pela oração. Ó Espírito Santo, seduza o meu coração para que eu encontre a paz e alegria no encontro com Jesus. Renove-me a cada dia, para que minha vida seja um ato de louvor ao Pai. Assim seja. Amém.



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

DESEJO DE DEUS

     Só podemos falar do que vimos e ouvimos. Por isto o que escrevo neste blog é um pouco da minha experiência espiritual. Não tenho nenhum propósito, a não ser levar um pouco da ternura e amor de Deus a quem porventura ler. Dar de graça o que recebi de graça. Hoje vou partilhar sobre algo que é constante em minha vida: o desejo de Deus.
 Ò Deus, tu és o meu Deus, procuro estar na tua presença. Todo o meu ser deseja estar contigo, eu tenho sede de ti como uma terra cansada, seca e sem água. (Sl 63,2).

    Criado por Deus e para Deus, o ser humano traz em si uma centelha do infinito. Deseja a perfeição, deseja ser completo, mas sabe e sente que algo lhe falta. Seguimos pela vida buscando sempre este algo, e muitas vezes buscamos em lugares e coisas enganosas, o que só nos fará sentir mais vazios. A perfeição e completude que desejamos só a podemos alcançar em Deus. Geralmente eu a experimento na missa e na oração pessoal, mas às vezes o Senhor me surpreende andando pela rua ou em qualquer momento do dia.

Amados, mesmo sem ter consciência todo nosso ser clama ao Pai.
Pai que nos amou a ponto de entregar o seu Filho. Pai, que nos procura na brisa da tarde, em meio ao jardim. Pai, que nos chama com sua voz suave, a voz do Espírito de Amor: “Vem”. Levanta-te, minha querida, minha formosa, e vem! (Ct 2,13).

  Mas muitas vezes resistimos a esse chamado. Muitas vezes nos deixamos abater e sufocar pelos apelos do mundo, e pela voz da nossa alma ferida pelo pecado e sofrimentos, que diz: você não é merecedora desse amor. Mas o Senhor não se cansa de nos buscar: A voz do Amado continua a nos chamar... “Ah, se ouvisses hoje a minha voz, a voz do meu amor... Eu saciaria sua sede e fome. Eu te levaria a voar nas alturas, nas asas do meu Espírito. E te daria o que o seu coração deseja”.

    Peregrinos neste mundo, seguimos desejando ouvir a voz do Amor. Vivendo entre o apelo do meu coração que deseja ser de Deus e a dificuldade de me entregar totalmente.
Entregar-nos totalmente implica em aceitar a solidão do chamado, pois o que Deus faz em nosso ser profundo fica entre Ele e nós. Aceitar o cajado do pastor. Li em algum lugar que o pastor caminhando junto com o rebanho, de vez em quando escolhe uma ovelha e põe o cajado sobre ela. O cajado é um vínculo com o pastor, mas é também um peso, pois a ovelha suporta o incomodo de caminhar com o cajado do pastor sobre si. Não obstante o peso é uma alegria. A alegria que vem do vínculo, a escolha, a ligadura com o pastor.

Este caminho solitário é um caminho de santificação. Ver o que a maioria não vê, sentir o que a maioria não sente. Ter por companhia apenas o Pastor das ovelhas. Não ter como fugir, pois a escolha não foi nossa. Dizer como o salmista: Para onde ir, longe do teu sopro? Para onde fugir, longe da tua presença? (Sl 139,7). Apenas prosseguir na obediência da fé. Esperando ser fiel ao chamado apesar da fraqueza e pecados. Esperando que Cristo seja tudo em todos:
Eu neles e tu em mim... (Jo 17,23).

Ó meu Amado! Meu coração arde de desejo de possuir-te inteiramente. Mas caminho na nuvem do claro/escuro, do não saber, do não ser... Pois, possuir-te inteiramente só é possível no céu. Enquanto isso, caminho na esperança de estar cada dia mais perto de Vós. E que, por um mistério do seu amor e misericórdia, o Senhor me possua inteiramente. Pois, mesmo eu sendo infiel o Senhor permanece fiel. Assim seja. Amém. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

UM CHAMADO, UMA RESPOSTA

Vem, diz a voz do Amor! 
A grande obra do Espírito Santo é abrir nossos ouvidos para ouvirmos essa voz e nos conduzir ao encontro do Pai. E Ele faz isso formando em nós o rosto do Filho, Jesus.

   Quem deseja ser  conduzidos pelo Espírito Santo precisa aceitar passar por esta transformação. Viver em Cristo é deixar que o Espírito Santo nos conduza pelos caminhos da vida até formar em nós o rosto do Filho. Trocando nosso coração de pedra por um coração de carne, semelhante ao de Jesus. E o Espírito Santo espera de nós uma resposta: sim ou não. Esta é a resposta mais importante da vida, pois envolve a escolha entre a luz e as trevas, entre o Espírito de Deus e o espírito do mundo.

    Mas, qual resposta posso dar se minha vida só tem sentido no encontro com o rosto misericordioso do Pai? Eu existo no Pai. Eu me alegro no Pai. Tudo o que sou é para o Pai. Tudo o que faço desejo que seja para a glória do Pai... No fim de tudo fica esta certeza: desejo agradar a vós, meu Deus.
Senhor nosso Deus! Tu és a luz e a vida!
Nos diversos afazeres que me ocupo, indo e vindo... Até mesmo nos meus sonhos e desejos... Aquilo que me alegra, no qual me comprazo... O encontro com pessoas queridas, o bem que posso fazer, a criatividade, a contemplação da natureza... Vejo afinal que tudo isto é uma pálida figura do que realmente importa.

Tu és meu Pai, meu Deus, rocha de minha salvação (Sl 89,27) .

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

SOLIDÃO... SOLITUDE...



 Refletindo em grupo o livro de Thomas Merton, Na Liberdade da Solidão, tenho pensado nessas palavras: “solidão” e “solitude”. Na minha busca por compreender melhor o que Merton fala encontrei esse pensamento:
“A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho.” (Tillich).

     Não terminei a busca por compreensão, mas o que ficou para mim no momento é que: Solitude é a glória de ser só de Deus para melhor estar com as pessoas.

     Vejo que tenho experimentado em muitos momentos a solitude. Momentos em que parece que toda ajuda humana com que contávamos desaparece, e sou “forçada” a confiar somente em Deus e na ajuda que Ele proverá para mim. Às vezes a ajuda vem de onde menos esperamos, mas ela certamente vem. Apesar do medo e ansiedade, nunca fiquei desamparada. Estou aprendendo a viver em solitude...

     O melhor exemplo da vida em solitude é a Virgem Maria. Ela foi obediente em tudo, não se fez maior em nada, a não ser na graça de Deus. Mãe da humildade, sempre disponível para Deus (Lc 1,38). Preciso aprender com a Mãe a graça da humildade, de “fazer sempre o que Jesus disser” (cf.Jo 2,5). O orgulho é a raiz do sofrimento demasiado pelas injustiças sofridas, pelos contratempos que desfaz nossos planos e destrói nossos sonhos, aquilo que tínhamos como certo.

   Senhor, sei que não correspondo inteiramente ao teu plano de amor para mim, mas desejo “fazer com prazer a vossa vontade”. O Senhor me chama à entrega de amor, ao abandono confiante em vossas mãos. Mas vejo como é imperfeito o meu amor e quanto falho na entrega confiante a Vós. Mas apesar de tudo, eu peço, que a minha vida seja cheia dos frutos do Espírito Santo. E que em todas as situações eu possa dizer como Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Aconteça comigo segundo tua palavra! (Lc 1,38). Senhor dá-me a graça da solitude. Que no colo da Virgem Maria eu receba do Espírito Santo a confiança profunda no amor e misericórdia de Deus.

O próprio Senhor dá a felicidade, e nossa terra dá o seu fruto (Sl 85,13).

sábado, 3 de setembro de 2016

UM CORAÇÃO NOVO

      Eu vos darei um coração novo e porei em vós um espírito novo. Removerei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne. Porei em vós o meu espírito e farei com que andeis segundo minhas leis e cuideis de observar os meus preceitos. (Ez 36, 26-27)

      Amados, ao nos criar Deus soprou sobre nós o sopro da vida, o amor, a bondade, a beleza, a misericórdia. Criou-nos para o bem e a felicidade; nos fez semelhantes a Jesus, manso e humilde. Mas o mundo, o pecado, os traumas da vida, o desamor e a indiferença, endureceram nosso coração até ele se tornar de pedra. Um coração de pedra machuca primeiro quem o possui - nos machuca de uma forma dolorosa e profunda. Nos torna arrogantes, egoístas, violentos, grosseiros, corruptos, nos faz querer levar vantagem em tudo, sem amor a Deus e ao próximo. Triste e infeliz é a pessoa que traz no peito um coração de pedra.

    Hoje, o Senhor quer trocar nosso coração de pedra por um coração de carne. A característica do coração de pedra é a indiferença, do coração de carne é o amor. Jesus troca nosso coração para que possamos amar o Pai, no Espírito, como Ele ama. Para que possamos ver as pessoas e o mundo como Ele vê. Para que possamos amar e servir como Ele amou e serviu. Para que possamos amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos, e cessemos de fazer o mal e passemos a fazer o bem.

    Para facilitar a compreensão da mudança de coração vamos usar a imagem de um coração de pedra já com muitas trincas e rachaduras. Uma rachadura principal e diversas menores. A rachadura principal são os traumas e pecados que mais nos marcaram na vida. As menores, são as coisas pequenas que não foram cuidadas e cresceram dentro de nós. Jesus aproveita essas rachaduras do coração de pedra, e toca com suas mãos chagadas... derramando um óleo finíssimo e perfumado sobre a pedra... com cuidado Ele vai esfregando para que o óleo penetre profundamente na pedra.

    Amados, a pedra sou eu, é você. Pedra partida, machucada. O óleo é o balsamo do amor que cura, o balsamo do perdão e misericórdia de Deus. É também o dom do Espírito Santo, que cura feridas profundas, nos santifica e faz novas todas as coisas. Transforma nosso coração de pedra num coração de carne. Nos leva da indiferença para o amor.
Senhor, troca o meu coração. Cura profundamente a minha vida. Cura aquelas feridas antigas que estão escondidas debaixo de muitas cascas e endureceram o meu coração e desfiguraram em meu ser mais profundo. Me desviaram do amor, minha vocação primeira. Ó Espírito Santo, Espírito de Amor, toca minha mente e meu coração. Dá-me uma vida nova em Cristo Jesus, para a glória de Deus Pai. Amém.